Do pacto perverso aos conflitos universais
Como a propaganda, associada ao carisma, pode induzir, até um povo culto, à barbárie e ao terror.
Como a propaganda, associada ao carisma, pode induzir, até um povo culto, à barbárie e ao terror.
Não poucas vezes na História os canalhas escreveram o seu ódio com sangue inocente sobre a pele e a memória do povo judeu: a Inquisição, os pogroms, o Holocausto, a profanação dos cemitérios, a queima de livros sagrados, o incêndio de sinagogas, o neonazismo que hoje galopa livremente em não poucos países da Europa, são poucos porém “bons” exemplos.
A Irmandade é a matriz dos grupos islâmicos radicais fundamentalistas palestinos. A Jihad continua atuando clandestinamente no Egito e abertamente nos territórios palestinos sob ocupação. O Hamas e a hoje pulverizada e globalizada Al Qaida (A Base) são movimentos que seguem à risca as diretrizes de Qutb…
“ Não há direito irrestrito no estado democrático de direito. Não há liberdade para propagar preconceito racial ou para atingir a dignidade, de indivíduos ou grupos sociais, culturais, políticos ou religiosos.
A opinião e a informação são circunstanciados por esses valores universais, conquistados pela humanidade ao longo dos séculos e sem os quais não há civilização.“
“A noção de racismo não se resume a um conceito de ordem estritamente antropológica ou biológica. Projeta-se, numa dimensão abertamente cultural e sociológica, além de caracterizar, em sua abrangência conceitual, um indisfarçável instrumento de controle ideológico, de dominação política e de subjugação social.”
É dialogando, explicando-se e ouvindo os outros, que poderemos enviar um sinal de solidariedade às forças da paz em Israel e na Palestina, mas também um sinal vigoroso para a sociedade francesa para que não caia na armadilha dos extremismos religiosos e do envenenamento das relações inter-comunitárias, que preparam o leito para a extrema-direita.
manifestantes saídos da passeata da CAPJPO que agrediram violentamente um jovem judeu que portava uma kipá, perseguindo-o até o local do movimento, o Hashomer Hatzair. É cada vez mais urgente promover a confiança e o diálogo entre as comunidades árabe e judaica na França, no lugar de procurar alimentar o conflito.
Este é o único caminho para ajudar, dentro do que podemos aqui, a aproximação dos dois campos, esperando influir sobre o curso dos acontecimentos, em apoio aqueles que estão no Oriente Médio engajados na busca de uma solução.
Houve uma lenta desestruturação e isolamento, uma certa “estrangeiridade” na sociedade francesa, que Weill diz ter sentido desde o início dos anos 1980, e que sem dúvida alguma qualquer judeu francês, vinte anos depois, não pode deixar de sentir, não importando a maneira pela qual se auto-define.